A Prefeitura de Valinhos, na Região Metropolitana de Campinas instala hoje no bairro Parque Portugal um pluviômetro confeccionado em garrafa PET produzido pela equipe da Defesa Civil do município, órgão da Secretaria de Defesa do Cidadão da Prefeitura.
O material de plástico e baixo custo, ao ser transformado em pluviômetros, passa a ser um importante instrumento para que a Defesa Civil analise os índices de chuva no bairro considerado área de risco de deslizamentos de terra. O município é o terceiro do estado a utilizar o pluviômetro com garrafa PET, depois de Campinas e Santo André que se inspiraram na Defesa Civil de Petrópolis, no Rio de Janeiro, precursora no uso da tecnologia desenvolvida pela USP (Universidade Estadual de São Paulo).
O diretor do Departamento de Coordenadoria de Defesa Civil, Eduardo Matias, disse que além desta primeira unidade que está sendo implantada no Parque Portugal, mais nove serão confeccionadas para instalação em outras regiões do município, como os bairros rurais Reforma Agrária, Macuco e São Bento do Recreio, além do Jardim do Lago, Jardim Pinheiros e Jardim São Marcos.
Foto: Prefeitura de Valinhos
“Este projeto permite o envolvimento das comunidades em ações preventivas da Defesa Civil. As unidades serão instaladas nos quintais das moradias, onde as famílias nos auxiliarão no acompanhamento das medições, passando por telefone diariamente os índices de chuva captados no recipiente”, explica Matias. Ele ressalta que antes desta iniciativa, o município utilizava somente um pluviômetro padrão, instalado no Parque Municipal “Monsenhor Bruno Nardini”, em 2005, para medição.
Defesa Civil
O diretor também destaca que os pluviômetros nos bairros serão grandes aliados da Defesa Civil para a análise do índice de chuva em diferentes localidades, o que permitirá uma avaliação mais precisa das condições dos solos. Ele diz que as medições, por exemplo, permitem estabelecer o volume da água de chuva, se a terra está muito encharcada e, desta forma, observar se há riscos de deslizamentos, especialmente em áreas de risco, como o Parque Portugal.
“Neste bairro existem cerca de 200 moradias, com cerca de 1.200 pessoas, cujas construções ficam em áreas de barrancos. No caso do solo ficar extremamente encharcado, há possibilidade de deslizamentos de terra. A nossa maior preocupação é com desabamentos e soterramentos de casas e consequentemente mortes”, afirma.
Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), órgão da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo apontou que o bairro Paruqe Portugal tem probabilidade de deslizamentos.
MILTON PAES
D.C.I.
São Paulo - SP
8 de janeiro de 2010